Amamentando!

Aos poucos eu vou colocando minha vida em ordem novamente, me acostumando com os horários do pequeno serzinho (maravilhoso serzinho) que agora faz parte da minha vida, então aos poucos vou voltando a blogar.

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Um dos meus medos era não conseguir amamentar, não sei porque eu lia relatos de mães que não conseguiram e me dava um frio na barriga. Pense agora como eu fiquei quando após 1h e meia me entregaram minha filha para mamar e ela simplesmente não quis? Eu fiquei com medo de não conseguir mesmo amamentá-la.

Mas na maternidade tudo é paciência, logo a Denise foi lá e me ajudou a colocá-la no peito, com muito cuidado e empenho ela pegou corretamente o seio e aí foi que eu pude sentir a química, minha filha…meu mundo!

É engraçado como você pára e pensa “coloquei no mundo uma criança que depende 100% de mim…inclusive e exclusivamente para se alimentar.” Saber que é o seu leite que dá o sustento dela é muito gratificante.

Mas…claro, na maternidade, no 2o. dia ela deu um show de choro, as enfermeiras e a pediatra verificavam se eu tinha colostro, e todas falavam que a quantidade de colostro que estava saindo já era suficiente para saciar a Valentina, mas parece que ela queria sempre mais…e então deram a 1a. dose de complemento, me jogaram num buraco, fiquei chateada, mas ao mesmo tempo eu não podia deixar minha filha, tão pequena e indefesa sentir fome. A noitinha novamente outro show, e quando ligamos para o berçario elas já apareceram com o copinho de complemento…outro balde de água fria em mim.

No domingo levamos nossa pequena para casa, e já sabendo que ela chorava por fome, demos umas 10ml de complemento, pouco, muito pouco perto dos 30ml que eles deram no hospital. Fui dormir até triste, não era possível que eu não conseguiria amamentar exclusivo minha filha por 6 meses…

De domingo pra segunda meu leite finalmente desceu, desceu em grande quantidade, desceu para encher a concha que eu já usava desde o 1o. dia do hospital (caso o mamilo fissurasse) e eu finalmente pude dar adeus a alimentação complementar que ela teve. Foi persistência, paciência e muita determinação, e hoje ela mama só em mim, no nosso momentinho mais especial.

Amamentar é um dos momentos deliciosos da vida de ser mãe, é você e o bebê, olho no olho, por uns 20 minutos, talvez menos, talvez mais, por mamada, e aí você entende o fascínio de muitas mães com isso.

Não é igual novela, não é igual as propagandas, pelo menos não no início…mas depois é satisfatório pra mim e para minha Valentina.

De lá pra cá, 14 dias, de lá pra cá, muuuuito leite (produzo bastante graças a Deus), ela mama exclusivo e em livre demanda, a hora que quer, quando quer…

E em homenagem à semana Mundial de Amamentação, decidi postar minha experiência, que ainda está só começando…

Priscilla.

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